segunda-feira, 21 de maio de 2012

Em pesquisas feitas, encontramos este documento que visando contribuir para a construção de mecanismos de preservação da cultura popular, nos mostra relatos de idosos que nos mostram a sua cultura, que mesmo sem escolaridade demonstram imensa sabedoria popular.
A IDENTIDADE SOCIAL DO IDOSO: MEMÓRIA
E CULTURA POPULAR
Silvane Aparecida de Freitas
Maria Jacira da Costa

“ Na antiguidade, a cultura de um povo era transmitida de pai para filho, de geração para geração,apenas por meio da oralidade, sendo a memória humana que conservava as histórias, as crenças, os costumes das pessoas, de indivíduos que viveram, participaram dessa esfera cultural e outros fatos relatados por seus antepassados. No entanto, com as transformações pela qual a sociedade brasileira passou, devido ao processo de industrialização e aos avanços tecnológicos, a humanidade tem buscado novas conquistas e descobertas que trazem ao homem atual facilidades que os antigos não tinham.
Partimos do princípio que todo ser humano tem sua cultura e a promove na medida em que se comunica com o outro. Consideramos que a cultura das pessoas menos escolarizadas é rica em sabedoria popular, brotada do senso comum, da intuição, que é a origem do conhecimento erudito. Ao buscar compreender a identidade cultural de pessoas com mais de sessenta anos, queremos também refletir sobre a educação, bem como os mecanismos internalizados e as contribuições que nos trouxeram. Sabemos que uma grande parte dessa geração não possuía conhecimento escolarizado devido à política, ao sistema de exclusão, e a cultura da época não valorizava esse tipo de conhecimento, já que a leitura e a escrita eram privilégios de poucos.”

João Batista, de 65 anos, fala da influência da luta sobre a natureza e a importância disso em nossas vidas:
“Lá na roça a gente sabe quando está para chover, é só olhar para lua e observar o círculo em torno dela, se estiver longe, significa que a chuva está próxima, se for o contrário significa que a chuva está longe. As fases da lua interferem muito sobre os nossos atos, a lua rege a nossa vida.”

Sebastião Jacinto de 80 anos que é enfático ao dizer que apesar do avanço que o mundo deu, muitas coisas mudaram para pior; as pessoas não têm mais sossego, andam todas tristes, violentas.
“Naquele tempo não existia as tecnologias que existe hoje, por isso as pessoas tinham outra mentalidade, com o aparecimento da luz elétrica e tudo o que ela proporciona como a televisão, as notícias, a moda, as pessoas perderam o interesse nas reuniões de fim de tarde, onde se falava desde assuntos de família até as anedotas, as piadas, os versos, as histórias populares que como consequência ficaram esquecidas e foram substituídas pelas novelas e os causos da atualidade. A maneira como as pessoas se divertiam antigamente era outra, os namorados só se comunicavam por olhares, sinais e gestos, nem pegar na mão podia. Antigamente, o homem apaixonado escrevia cartas de amor, poesias, verso, fazia serenata, tudo para conquistara mulher amada. Os casamentos eram para a vida toda, e quando acontecia separação, a mulher ficava mal vista e ganhava nome de mulher àtoa.”

Geralda Ferreira, 74 anos, se espanta com as mudanças e julga o progresso como algo negativo que acabou com as coisas boas do passado. Ela desabafa:
“Quando demorava a chover faziam-se promessas para combater a seca o povo se reunia, saia pelos campos em oração, havia as penitências como carregar pedra na cabeça e colocar ao pé da cruz, a reza do terço e, as prossições até a igreja. No meu tempo a quaresma era uma época em que as pessoas se apegavam em oração e jejum, diziam que as forças do mal se manifestavam com mais intensidade. Por isso, aparecia lobisomem e mula sem-cabeça, não havia festas e bailes. Na Sexta- Feira Santa, tinha todo um ritual, não se praticava a ordenha nas vacas, porque segundo diziam, ao invés de leite sairia sangue, cobriam-se todos os espelhos por que se olhasse veria outra imagem refletida e não a sua. A páscoa era comemorada junto com os familiares e não
havia esse comércio de chocolate como hoje em dia, presenteava-se com ovos decorados simbolizando a ressurreição de Jesus.”

Campanha de Valorização do Idoso, Governo de Minas Gerais

Grupo 9:

domingo, 6 de maio de 2012

SABERES POPULARES E SABERES CIENTÍFICOS


Saberes Populares e Saberes Científicos
Comodidade: 

Certamente as pesquisas científicas sempre buscam melhorar as situações trazendo assim mais comodidade ás pessoas.
Realmente as pesquisas científicas levam as pessoas a produzirem mais conhecimentos, trazendo melhorias e transformações na sociedade. Deste modo esta sociedade estará se enriquecendo, se informando, o que certamente propiciará maior comodidade para a vida das pessoas.

Imagens:

As imagens nos retratam o passado o presente e a melhoria do mundo com a ajuda da ciência.
Através das imagens percebemos as transformações que ocorrem com o passar dos tempos e assim podemos refletir sobre o quanto essas mudanças influenciaram e influenciam nossas vidas.

Tecnologia:

Acho que a ciência aliada á tantas tecnologias 'facilita" a vida das pessoas em várias áreas, por um lado é bom pois ajuda a agilizar nossas atividades e com isso ganhamos tempo, por outro lado as pessoas vão ficando acomodadas.
Atualmente a tecnologia está presente em nosso cotidiano o tempo todo e em todos os lugares. Penso que ela é de extrema importância para o desenvolvimento da sociedade.

Os conhecimentos que se acumulam no nosso cotidiano, de geração para geração, representa assim o saber popular de um indivíduo ou de um grupo. O saber popular pode variar de uma pessoa ou grupo para outro, dependendo do meio em que se vive.
O saber popular é subjetivo, qualitativo, heterogêneo, individualizado, mas também generalizado e identifica ciência como magia, é o que as pessoas pensam que é verdade e nasce da experiência cotidiana.
Para algumas pessoas, o saber popular é inferior á ciência, porém por muito tempo, as pessoas sobreviveram sem a ciência.
Já o saber científico procura explicar os acontecimentos e fatos de maneira racional, clara, objetiva, simples, verdadeira, opondo-se assim ao saber popular. É  um trabalho de investigação e pesquisa, baseado em métodos permitindo ao homem conhecer, dominar e transformar o mundo.
O saber científico é objetivo, quantitativo, homogêneo, generalizador, diferenciador e podemos citar alguns exemplos: aparentemente o sol move-se no céu, e podemos medir o tempo através desse movimento, mas na realidade, esse movimento 'aparente" do Sol é gerado pelo movimento de rotação da terra; os eclipses, terremotos, furações e outros fenômeno não são acontecimentos mágicos, pois podem ser explicados cientificamente, através das leis da física.
Assim, o saber popular e saber científico possuem a mesma necessidade básica, a necessidade de compreender o mundo para que se possa sobreviver e viver melhor.

Andréia Maria Alvarenga.


 Postado pelo grupo: 6 

Importância dos Saberes Populares


Escolhemos esse vídeo do trecho de uma reportagem exibida no programa Globo Repórter, pois ele trata justamente da importância e o resgate dos Saberes Populares para as ciências. Nós vemos nessa reportagem que os saberes populares do uso das ervas medicinais é levado para sala de aula assim não só os conservando, como deixando um legado para as próximas gerações.

Postagem do Grupo 7: Brunna Stefanya Leal Lima Cabral
Elisandra Flávia Souza e Silva
Letícia Rosângela de Andrade Santos Dutra
Rosimeire Rocha Lionel