terça-feira, 26 de junho de 2012
Praticas em Ciências I: Saberes populares x saberes cientificos
http://www.rotasaboresesaberes.tur.br/mossmann.htmlPraticas em Ciências I: Saberes populares x saberes cientificos: O conhecimento é algo que todos necessitam, é fundamental na vida do homem, pois torna a vida mais aceitável e efetiva. O conhecimento...
quinta-feira, 21 de junho de 2012
DICA:
F E S T A J U N I N A
Uma boa oportunidade para
resgatar os Saberes Populares
Projeto
Cultura Novabelenense:
Este projeto foi elaborado com objetivo de resgatar a cultura regional
do nosso município, já que esses costumes estão sendo esquecidos principalmente
pelo povo novabelenense e pouco conhecidos para o público mais jovem.
Resgatar a cultura e os valores da nossa região.
Toda a comunidade escolar
Tema:
Festa Junina.
Objetivo:
Valorizar o interesse pela cultura novabelenense.
Metodologia:
Pesquisa (levantamento de dados)
Resgatar Saberes Populares
Danças e músicas
Dramatizações
Leituras de cordel
Recursos:
Ornamentação do ambiente
Som e música
Comidas típicas
Artesanatos
Culminância:
Dramatizações, barracas típicas, quermesses, forro com quadrilha,
recital da poesia de Cordel.
Avaliação:
Desempenho
Criatividade
Envolvimento
Desejamos
que a festa junina traga mais fraternidade e alegria
ao
povo novabelenense!
GRUPO 8:
Neide Maria Vial
Laudicéia
Benício de Moraes Lopes
Quézia Ramos
do Espírito Santo e Silva
Valdinéia
Rosa de Morais Silva
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Conhecimento científico e
conhecimento popular
Quando tratam dos diferentes tipos de conhecimento, os manuais de
metodologia, ciência ou filosofia geralmente opõem o conhecimento científico às
formas de conhecimento popular, numa dicotomia aparentemente insuperável.
Há justificáveis razões para isso, afinal o conhecimento científico é sistemático,
factual e aproximadamente exato, enquanto o saber popular é
qualificado como subjetivo, assistemático, valorativo e inexato.
A ruptura entre conhecimento popular e científico (ou erudito e popular)
em nossa cultura é uma herança da revolução científica no Ocidente, desde
Copérnico, passando pelo pensamento inaugurador da modernidade, o Iluminismo.
Mesmo na pós-modernidade, quando se relativizam as certezas e a própria noção
de verdade, a ciência não perde seu papel central na cultura, atestando o saber
que pode ser reconhecido como válido ou legítimo.
No entanto, embora possamos apontar diferenças entre as duas
formas de saber, é preciso reconhecer que o primado do científico em detrimento
do popular é produto de um auto centrismo cultural, que invalida todo saber
produzido fora dos ambientes legítimos.
Dois exemplos, em dois ambientes diferentes: a sala de aula e o
consultório médico. No consultório, frequentemente se percebe o embate entre os
saberes popular (trazidos pelo paciente, sobretudo de camadas menos abastadas
da sociedade, com suas etiologias e receitas próprias para cura) e científico
(materializado pelo médico, detentor de um conhecimento legítimo que o autoriza
a diagnosticar e tratar). Na sala de aula, o professor também é detentor de um
conhecimento legítimo (domina um código particular, a linguagem escrita, e
também formas de saber-fazer) que se confronta com o saber do aluno, oriundo de
sua própria experiência, visão de mundo e cultura.
Felizmente, hoje,
as diversas áreas "canônicas" de saber (como educação e saúde) tem
procurado reintegrar os saberes populares, vendo-os como diferentes, mas não
necessariamente opostos. A área farmacêutica tem aprendido muito, para dar um
exemplo, com os conhecimentos tradicionais dos povos ameríndios. Da mesma
forma, a educação tem ampliado seu olhar para incorporar o diferente e perceber
que não há uma só "metodologia" possível.
Grupo 8
Quézia Ramos do Espírito Santo
Silva
Valdinéia Rosa de Moraes Silva
Laudicéia Benicio de Moraes Lopes
Neide Maria Vial
domingo, 17 de junho de 2012
SENSO COMUM E CONHECIMENTO CIENTÍFICO
Grupo
3:
"De nada valem as ideias sem homens que possam pô-las em
prática." [Karl Marx]
SENSO COMUM No seu dia-a-dia, o homem adquire espontaneamente um modo de entender e atuar sobre a realidade. Algumas pessoas, por exemplo, não passam por baixo de escadas, porque acreditam que dá azar; se quebrarem um espelho, sete anos de azar. Algumas confeiteiras sabem que o forno não pode ser aberto enquanto o bolo está assando, senão ele "embatuma", sabem também que a determinados pratos, feitos em banho-maria, devem-se acrescentar umas gotas de vinagre ou de limão para que a vasilha de alumínio não fique escura. Como aprenderam estas informações? Elas foram sendo passadas de geração a geração. Elas não só foram assimiladas, mas também transformadas, contribuindo assim para a compreensão da realidade. Assim, se o conhecimento é produto de uma prática que se faz social e historicamente, todas as explicações para a vida, para as regras de comportamento social, para o trabalho, para os fenômenos da natureza, etc., passam a fazer parte das explicações para tudo o que observamos e experienciamos. Todos estes elementos são assimilados ou transformados de forma espontânea. Por isso, raramente há questionamentos sobre outras possibilidades de explicações para a realidade. Acostumamo-nos a uma determinada compreensão de mundo e não mais questionamos; tornamo-nos "conformistas de algum conformismo". São inúmeros os exemplos presentes na vida social, construídos pelo "ouvi dizer", que formam uma visão de mundo fragmentada e assistemática. Mesmo assim, é uma forma usada pelo homem para tentar resolver seus problemas da vida cotidiana. Isso tudo é denominado de senso comum ou conhecimento espontâneo. Portanto, podemos dizer que o senso comum é o conhecimento acumulado pelos homens, de forma empírica, porque se baseia apenas na experiência cotidiana, sem se preocupar com o rigor que a experiência científica exige e sem questionar os problemas colocados justamente pelo cotidiano. Portanto, é também um saber ingênuo uma vez que não possui uma postura crítica. "Em geral, as pessoas percebem que existe uma diferença entre o conhecimento do homem do povo, às vezes até cheio de experiências, mas que não estudou, e o conhecimento daquele que estudou determinado assunto. E a diferença é que o conhecimento do homem do povo foi adquirido espontaneamente, sem muita preocupação com método, com crítica ou com sistematização. Ao passo que o conhecimento daquele que estudou algo foi obtido com esforço, usando-se um método, uma crítica mais pensada e uma organização mais elaborada dos conhecimentos.” (LARA, p 56, 1983). Porém, é importante destacar que o senso comum é uma forma válida de conhecimento, pois o homem precisa dele para encaminhar, resolver ou superar suas necessidades do dia-a-dia. Os pais, por exemplo, educam seus filhos mesmo não sendo psicólogos ou pedagogos, e nem sempre os filhos de pedagogos ou psicólogos são mais bem educados. O senso comum é ainda subjetivo ao permitir a expressão de sentimentos, opiniões e de valores pessoais quando observamos as coisas à nossa volta. Por exemplo: a) se uma determinada pessoa não nos agrada, mesmo que ela tenha um grande valor profissional, torna-se difícil reconhecer este valor. (Neste caso, a antipatia por esta determinada pessoa nos impede de reconhecer a sua capacidade) os hindus consideram a vaca um animal sagrado, enquanto nós, ocidentais, concebemos este animal apenas como um fornecedor de carne, leite, etc. Por essa razão os consideramos ignorantes e ridículos, pois tendemos a julgar os povos, que possuem uma cultura diferente da nossa, a partir do nosso entendimento valorativo. Levando-se em conta a reflexão feita até aqui, podemos considerar o senso comum como sendo uma visão de mundo precária e fragmentada. Mesmo possuindo o seu valor enquanto processo de construção do conhecimento, ele deve ser superado por um conhecimento que o incorpore, que se estenda a uma concepção crítica e coerente4 e que possibilite, até mesmo, o acesso a um saber mais elaborado, como as ciências sociais. CONHECIMENTO CIENTÍFICO Os Gregos, na antiguidade, buscavam através do uso da razão, a superação do mito ou do saber comum. O avanço na produção do conhecimento, conseguido por esses pensadores, foi estabelecer vínculo entre ciência e pensamento sistematizado (filosofia, sociologia...), que perdurou até o início da Idade Moderna. A partir daí, as relações dos homens tornaram-se mais complexas bem como toda a forma de produzir a sua sobrevivência. Gradativamente, houve um avanço técnico e científico, como a utilização da pólvora, a invenção da imprensa, a Física de Newton, a Astronomia de Galileu, etc. Foi no início do século XVII, quando o mundo europeu passava por profundas transformações, que o homem se tornou o centro da natureza (antropocentrismo). Acompanhando o movimento histórico, ele mudou toda a estrutura do pensamento e rompeu com as concepções de Aristóteles, ainda vigentes e defendidas pela Igreja, segundo as quais tudo era hierarquizado e imóvel, desde as instituições e até mesmo o planeta Terra. O homem passou, então, a ver a natureza como objeto de sua ação e de seu conhecimento, podendo nela interferir. Portanto, podia formular hipóteses e experimentá-las para verificar a sua veracidade, superando assim as explicações metafísicas e teológicas que até então predominavam. O mundo imóvel foi substituído por um universo aberto e infinito, ligado a uma unidade de leis. Era o nascimento da ciência enquanto um objeto específico de investigação, com um método próprio para o controle da produção do conhecimento. Portanto, podemos afirmar que o conhecimento científico é uma conquista recente da humanidade, pois tem apenas trezentos anos. Ele transformou-se numa prática constante, procurando afastar crenças supersticiosas e ignorância, através de métodos rigorosos, para produzir um conhecimento sistemático, preciso e objetivo que garanta prever acontecimento e agir de forma mais segura. Sendo assim, o que diferencia o senso comum do conhecimento científico é o rigor. Enquanto o senso comum é acrítico, fragmentado, preso a preconceitos e a tradições conservadoras, a ciência preocupa-se com as pesquisas sistemáticas que produzam teorias que revelem a verdade sobre a realidade, uma vez que a ciência produz o conhecimento a partir da razão. Desta forma, o cientista, para realizar uma pesquisa e torná-la científica, deve seguir determinados passos. Em primeiro lugar, o pesquisador deve estar motivado a resolver uma determinada situação-problema que, normalmente, é seguida , por algumas hipóteses. Usando sua criatividade, o pesquisador deve observar os fatos, coletar dados e então testar suas hipóteses, que poderão se transformar em leis e, posteriormente, ser incorporadas às teorias que possam explicar e prever os fenômenos. Porém, é fundamental registrar que a ciência não é somente acumulação de verdades prontas e acabadas. Neste caso, estaríamos refletindo sobre cientificismo e não ciência, mas tê-la como um campo sempre aberto às novas concepções e contestações sem perder de vista os dados, o rigor e a coerência e aceitando, que, o que prova que uma teoria é científica é o fato de ela ser falível e aceitar ser refutada. O CONHECIMENTO CIENTÍFICO PARA AUGUSTE COMTE Para Comte, o conhecimento científico é, baseado na observação dos fatos e nas relações entre fatos que são estabelecidas pelo raciocínio. Estas relações excluem tentativas de descobrir a origem, ou uma causa subjacente aos fenômenos, e são, na verdade, a descrição das leis que os regem. Comte afirma: "Nossas pesquisas positivas devem essencialmente reduzir-se, em todos os gêneros, à apreciação sistemática daquilo que é, renunciando a descobrir sua primeira origem e seu destino final". O conhecimento científico positivo, que estabelece as leis que regem os fenômenos de forma a refletir o modo como tais leis opera na natureza, tem, para Comte, ainda, duas características: é um conhecimento sempre certo, não se admitindo conjecturas, e é um conhecimento que sempre tem algum grau de precisão. Assim, Comte reforça a noção de que o conhecimento científico é um conhecimento que não admite dúvidas e indeterminações e desvincula-o de todo conhecimento especulativo. "Se, conforme a explicação precedente, as diversas ciências devem necessariamente apresentar uma precisão muito desigual, não resulta daí, de modo algum, sua certeza. Cada uma pode oferecer resultados tão certos como qualquer outra, desde que saiba encerrar suas conclusões no grau de precisão que os fenômenos correspondentes comportam condição nem sempre fácil de cumprir. Numa ciência qualquer, tudo o que é simplesmente conjectural é apenas mais ou menos provável, não está aí seu domínio essencial; tudo o que é positivo. isto é, fundado em fatos bem constatados, é certo - não há distinção a esse respeito".
Fragmento
Fonte: PALESTRA - RENATO RODRIGUES disponível em: http://www.sle.br/
Fonte: PALESTRA - RENATO RODRIGUES disponível em: http://www.sle.br/
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